Zé Carioca na defesa da cidadania

Escritor - Jurista - Auditor - Advogado

2.11.2006

SEXTA FEIRA TREZE

PARA O QUE?


Este ano de 2006, nos apresenta no calendário duas sextas-feiras 13. A primeira, foi dia 10 de janeiro. A outra, acontecerá em outubro, próximo as eleições presidenciais.

Muitas pessoas tem horror a esta coincidência,i.e.,
sexta-feira caindo num dia 13, considerado como prenúncio do azar, ou melhor, como gostam os supersticiosos, falta de sorte.

A essa fobia, dá-se o nome de

PARASCEVETRIDECAFOBIA.

Você pode estranhar, mas essa palavra existe mesmo, apesar de ser dificilmente encontrada nos dicionários. Mas se você pesquisar, irá encontrar.

Esta e outras palavras, como outras coisas, objetos, fatos e, principalmente, cargos políticos, pela sua inutilidade prática, não acrescentam absolutamente nada ao nosso cotidiano. Qual a utilidade do conhecimento dessa palavra? Absolutamente nenhum, como acontece também com algumas funções políticas e políticas, principalmente os deputados e edis.

A “TRIBUNA DE RIO DAS OSTRAS”, em
excelente artigo veiculado na pág. 3 do n° 111, “Vereadores não fiscalizam o executivo”, retrata bem a atuação dos representantes dos nossos munícipes. Não sabemos se a inércia ou omissão de alguns, é despreparo técnico ou conivência, eis que deixam passar a “deriva” os acontecimentos ocorridos no Município, a tudo assistindo de camarote e batendo palmas para o Executivo. Para não deixar passar em branco suas atuações, os Vereadores foram fartos em indicações, (se não desnecessárias, revestidas de comprometimento) , ao final do ano de 2005, concedendo títulos e menções a membros da comunidade.



Estamos em janeiro, mês que simboliza aquele ser mitológico bifronte, JANUS, que podia olhar, tanto para o passado quanto para o futuro. E já tivemos uma sexta-feira treze, quando deveríamos ter feito uma análise dos acontecimentos do ano findo. Os desacertos, os desmandos e omissões ocorridos, não voltarão jamais. Mas,ainda há tempo, eleitor rioostrense. Na próxima sexta feira 13, em outubro, véspera das eleições, criar consciência e coragem necessárias para banir essas inutilidades das nossas vidas, votando para representantes do povo,m pessoas mais comprometidas, competentes e úteis. VAMOS ELIMINAR OS INÚTEIS. PARA O QUE eles servem?

Zécarioca

OS DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR

OS DIREITOS BASICOS DO CONSUIMIDOR
O Artigo 6° do Código de Defesa do Consumidor ( Lei 8078/90), estabeleceu dez direitos básicos do Consumidor, que são os seguintes: ( O IX foi vetado).

I – Direito a proteção à vida, saúde e segurança contra riscos provocados por prática no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

II- Direito a educação e divulgação sobre consumo adequado dos produtos e serviços, assegurados a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III- Direito a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como riscos que apresentem;

IV- Direito a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V - Direito a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

VI – Direito a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

VII- Direito ao acesso aos órgãos judiciários e administrativos, com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados

VIII- Direito a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a invenção do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do Juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hiposuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

X- Direito à adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

MEMÓRIAS MUSICAIS

MEMÓRIAS MUSICAIS


No meio artístico, é muito comum o uso de codinomes, apelidos e vulgos, para melhor aceitação do público e da mídia.

Se alguém perguntar a qualquer carioca se conhece o cidadão José Bispo Clementino dos Santos, dificilmente encontrará resposta afirmativa. Mas se perguntar quem é o “Jamelão”, todos saberão o identificar como grande cantador de samba mangueirense. (Quem quiser comprar briga com ele, e só chamá-lo de ‘puxador de samba”) E como ele, outros artistas tem nomes bem dificilmente dos conhecidos pelo público, como os abaixo relacionados, muitos já não pertencentes ao nosso mundo, mas que estão presentes na história da arte e música popular brasileira.

Almirante Henrique Fores Domingues
Cartola Angenor de Oliveira
Copinha Nicolino Copia
Vadico Oswaldo Cogliano (Parceiro de Noel)
Adoniram Barbosa João Rubinato
Leny Eversong Hilda Campos Soares da Silva
Grande Otelo Sebastião Bernardes de Souza Prata
Edu da Gaita Eduardo Nadruz
Dalva de Oliveira Vicentina de Paiva Oliveira
Jacó do Bandolim Jacob Pick Bittencourt
Bob Nelson Nelson Roberto Perez
Linda Batista Florinda Grandino de Oliveira
Jackson do Pandeiro José Flores de Jesus
Nora Ney Iracema de Souza Ferreira
Vassourinha Mário Ramos
Billy Blanco William Blanco de Abrunhosa Trindade
Inezita Barroso Inês Madalena Aranha de Lima
Noite Ilustrada Mário Souza Marques Filho
Chiquinho do Acordeon Romeu Seibel
Tito Madi Chauki Maddi
Sivuca Severino Dias de Oliveira
Dolores Duran Adélia Silva da Rocha
Noca da Portgela Osvaldo Alves Pereira
Caçulinha Rubens Antonio da Silva
Pery Ribeiro Peri de Oliveira Martins
Tony Campelo Sergio Benelli Campelo
Juca Chaves Jurandir Chavsky
Nana Caymi Dinair Tostes Caymi
Cacaso Antonio Carlos de Brito
Gal Costa Maaria da Graça C osta Pena Burgos
Wando Wanderley Alves dos Reis
Toquinho Antonio Pecci Filho
Jerry Adriani Jair Alves de Souza
Luiz Melodia Luiz Carlos dos Santos

E poderíamos alongar-nos nesta lista. Finalizando, quem diria que o cantor que arrebatou milhares de corações femininos nas décadas de 60 e 70, Dick Farney, tivesse sido registrado com o nome de
Farnésio Dutra e Silva. É por essa razão que não me aborreço quando sou avocado pelo vulgo de Zé Carioca, fazendo com que as vezes eu esqueça o próprio nome.

Jose Heitor

REALIDADES EM CANÇÕES

REALIDADES EM CANÇÕES



Nunca mais vou fazer
O que meu coração pedir
Nunca mais vou ouvir
O que o meu coração mandar
O coração fala muito
E não sabe escutar
Sem refletir, qualquer um vai errar...
(Canção da Vota, Antonio Maria e Ismael Neto, 1954).

Podemos ser amigos simplesmente,
Coisas do amor, nunca mais
Amores do passado, no presente
Repetem velhos temas, tão banais
(Chuvas de Verão, Fernando Lobo)

Eu agradeço estas homenagens
Que vocês me fazem...
Pelas bobagens e coisas bonitas
Que dizem que eu fiz
Receber os presentes,
Isso não tenho coragem...
Vão entrega-los a quem de direito,
Deve ser feliz....
(Homenagem, Lupicinio Rodrigues)


Manhã, tão bonita manhã,
Na vida, uma nova canção,
Em cada flor, o amor
Em cada amor, o bem
O bem do amor faz bem
Ao coração....
(Manhã de Carnaval, Luiz Bonfá e Antonio Maria)

Compilado por José Heitor (Zécarioca)

REFLEXÕES SOBRE A JUSTIÇA

REFLEXÕES SOBRE A JUSTIÇA

*Zécarioca

Após três décadas de formação profissional ainda hoje me questiono sobre o conceito de certos valores sociais. O Direito, ciência social, na sua aplicabilidade, deveria acompanhar a evolução dos valores morais e materiais na mesma proporcionalidade em que evoluem os usos e costumes, no tempo e espaço onde acontecem.

A letra fria da lei, na maioria das vezes, fica bem distante da
realidade do nosso dia a dia. Provamos isso quando comparamos o que está preceituado nos primados básicos, inseridos no Título Constitucional (Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. (artigo 5º e seus 77 incisos), com o nosso cotidiano.

Nossa “Carta Maior” traz, naquele Capítulo, uma beleza texto, que, do ponto de vista literário, poderíamos considerar como uma obra prima. . Vejamos:

Art. 5° - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

E seguem-se os incisos, um a um, dando-nos uma esperança de cidadania de terceiro mundo.

Mas, caindo na realidade e num momento de abstração, volto a uma peróla que deve ter sido lapidada há mais de 30 anos pelas mãos do jurista João Uchoa Cavalcante Neto, que extraí do seu livro ‘O EQUIVOCO’, e que nos faz refletir que, ontem como hoje, a realidade das diferenças sociais continua fria e inexorável. Leiamos.

SENTENÇA

“O Banco, sem receber a última das cem prestações contratadas, quer retomar a casa vendida ao Cidadão que, em Juízo, pediu dispensa de pagar essa parcela restante, alegando desemprego, velhice e doença. Eis a controvérsia que ora passo a decidir.

Ví tuas rugas, teus olhos verdadeiramente exaustos, teus cabelos brancos, Cidadão, mas o Código não reclama faces destroçadas, nem olhos acabados, nem cabelos brancos, ele quer é a certidão de nascimento que não trouxeste. Esfarrapado, sujo, descalço, te reparei, Cidadão, mas faltou o atestado de pobreza. A cadeira de rodas, o catarro, a mão retorcida, eu vi, Cidadão, mas, e o laudo médico? Era preciso que provasses a velhice, o desemprego e a doença. Precisavas provar, provar e não somente exibir. Provar, no papel. Ante o Direito, as coisas não são como no mundo. Para nós, melhor a prova que a verdade. Agiste como um homem, a deixaste de provar o óbvio, mas quem age como um homem age obrigatoriamente contra a lei, pois a vida é diferente do Direito: se fosse igual, pra que Direito? Provar cidadão, provar.




Imaginemos, porém, demonstrasses a velhice, o desemprego, a doença. Adiantava? Se eu te dispenso de pagar porisso, coitados dos velhos, dos doentes e dos desempregados: nunca mais terão crédito, pois com as dívidas perdoáveis, quem contrataria mais com eles?

É portanto em benefício dos teus semelhantes que a velhice, a doença e a pobreza não justificam omissão no pagamento. O Direito é manhoso, Cidadão.
E como foste ingênuo, pleiteando perdão do pagamento. Ingênuo, sim, porque Direito e Caridade não se entrosam. Direito é olho por olho, dente por dente, Direito, dizem, é equilíbrio. Caridade é imprevisão, versatilidade, desarranjo. Direito é: pagou levou, não pagou leva de graça: é poesia. Verificas logo, daí, que o mundo, como ele é, não se poderia jamais reger segundo a Caridade. A Caridade briga com o Direito. A caridade é uma blasfêmia jurídica. Pedir perdão, ora Cidadão, jamais, como Juiz, deparei espontaneidade impertinente como a tua.

Falaste em Cristo. Aí te digo: Cuidado. Acaso pode alguém se cristão em juízo? O Juiz, impossível, pois Jesus começou logo dizendo: Não Julgueis. No mais, Cristo falou: Ao que pretender litigar contigo e ficar com tua túnica, deixa-lhe também o manto. É a renúncia, Cidadão. E só vem a Juízo quem não quer renunciar. Cristão é aquele que oferece, que abre mão de seu direito, aquele que voluntariamente perde, aquele que dá. Exigiu o que é seu, pronto, deixou, só porisso, os ensinamentos do Cristo. E aqui nesta Casa todos estão permanentemente exigindo o que é seu, quando não estão procurando tomar o que é dos outros. Luta de cristãos, exclusivamente pra ceder, nunca para reivindicar. Mas o Banco, teimoso, insiste na última prestação, Tu, intransigente, queres a casa. Eu, bom, eu quero o salário. Não, Cidadão, não falemos, por favor, em Cristo aqui dentro. Quem entra num processo, acusando, defendendo ou julgando, quem entra num processo abraçou Belzebu, meu caro. Esquece o Cristo. Tratemos de evitar a hipocrisia. Se não somos cristãos, não precisamos também ser fariseus. OU O DIREITO OU O CRISTO.

Desesperado, chegasse ao último argumento: o Banco tão rico, eu tão pobre. Mas o Direito te responde: a justiça é cega. No fórum, proclamam, todos são iguais. Assim, não podendo o rico fugir de suas dívidas, por que o poderia o pobre? O Direito é inimigo mortal, o Direito odeia e investe contra todo privilégio que ele próprio não tenha instituído. Te é defeso, portanto, retirar proveito da pobreza em detrimento do Banco, só porque este não tem a vantagem de ser pobre também.

No plano social, para o qual teu Advogado, no fim do fim, apelou, Cidadão, Cidadão, com franqueza: quantas famílias vivem do Banco? Se o Banco degringola, desastre para muitos. Mas se tu desapareces, Cidadão, que falta? O Banco é poderoso, teu advogado acertou. Mas errou redondo afirmando que se deve interpretar a lei a favor dos mais fracos. A Interpretação da lei, ao contrário, favorecerá invariavelmente aos poderosos. Se os poderosos é que fazem o Direito, e porisso são poderosos, quem presumiria o fizessem contra sí? Mas, para interpretar, é preciso haver dúvida, e teu caso não comporta dúvida alguma. Veja:

Pagaste noventa e nove prestações. Mas a venda se contratou por cem. Combinaste pagar cem vezes consecutivas, não apenas noventa e nove. Logo, queres te locupletar à custas do Banco, desfalcando no preço. Por outro lado, se perderes a casa, não terás prejuízo algum, pois a casa nunca chegou a ser tua, não sendo paga integralmente. Perdendo a casa, perdes a rigor o que nunca adquiriste: não perdes nada, estou certo?

Pelo exposto, e tudo bem considerado, determino, em nome da lei, que o meirinho te expulse da casa, Cidadão, retendo ali teus móveis que serão leiloados, se pagando, com o produto do leilão, o Advogado que o Banco Contratou e, sobrando alguma coisa, as custas do processo. Perdes ainda as noventa e nove prestações já pagas, valendo elas como aluguel da casa que usaste durante noventa e nove meses como se te pertencesse. Amém


*Zécarioca é pseudônimo do Professor A José Heitor, que, estudioso e operador do Direito, não compartilha com as “ des igualdades” acima.

SONHAR NÃO É PROIBIDO

SONHAR NÃO É PROIBIDO (Zécarioca)


FAZ FRIO, MAS TODOS ESTÃO AGASALHADOS
A COMIDA É FARTA E FOME NINGUÉM SENTE
HÁ ESCOLAS PARA TODOS
O POVO ESTÁ CONTENTE
AQUI HÁ VAGAS – VENHA TRABALHAR
O HOSPITAL VAI FECHAR
POR FALTA DE DOENTES
HÁ ESCASSEZ DE REMEDIOS
E PAZ NO ORIENTE MÉDIO


TODOS SE AMAM, SE ADORAM
OS CORRUPTOS FORAM EMBORA
AS CADEIAS ESTÃO VAZIAS
NÃO EXISTE DELEGACIAS
NÃO HÁ MAIS CORRUPÇÃO
NEM SE FALA EM MENSALÃO

O POVO, SAUDÁVEL E EMPREGADO
O SOL AMANHECE DOURADO
AS ÁGUAS ESTÃO CRISTALINAS
AS FLORESTAS SÃO PERMANENTES
AS MULHERES, BELAS MENINAS
OS HOMENS, BEM SUCEDIDOS
NÃO HÁ CONGRESSO, NEM RECESSO;
CRISTÃOS, CATÓLICOS E JUDEUS
DE MÃOS DADAS COM ATEUS,
OS CLUBES TODOS UNIDOS
O BRASIL HEXA CAMPEÃO
CANCER E AIDS, MERAS LEMBRANÇAS
O POVO É TODO ESPERANÇA
A INFLAÇÃO ESTÁ CONTIDA
MELHOR QUALIDADE DE VIDA
BRASIL, ASSIM QUE TE QUERO
SEM CPIs, e FOME ZERO,
BRASIL, PAÍS DESENVOLVIDO


Afinal, SONHAR NÃO É PROIBIDO.